
Boa tarde minha gente,( garotada do encontro orando)
Cheguei esta noite de Lima-Peru depois de uma das mais incríveis experiências da minha vida. Estive 3 dias com 110 garotos entre 10 a 15 anos numa sede de acampamentos na praia em Lima. Foi demais e explico porque.
Já tive oportunidade de pregar e falar em lugares maravilhosos e para públicos maravilhosos. Agora, se eu tivesse que classificar o grupo desta semana eu os classificaria como o grupo mais difícil de todos. Garotos costumam não prestar atenção a nada ou a quase nada e eu era um desses "nadas" desses garotos.
Todas as vezes que terminava minha parte (eu fazia um devocional de manhã e outro a noite) eu saia do salão me sentindo um completo fracassado. Deus me abençoou com o dom da pregação, mas isso não quer dizer nada para essa gurizada.
Na noite de abertura eu saí do salão perguntando para mim mesmo: o que estou fazendo aqui? perdendo o dinheiro deles e o meu tempo? Sentimentos horrorosos, sentimentos mesquinhos, sentimentos reais.
Nunca me aventurei a falar para esse tipo de pessoas. Fujo dos meus colegas capelães e acho que o trabalho dele é incrivelmente demais, mas eu mesmo nunca havia tentado com vontade. As pessoas de lá foram muito gentis comigo tentando me animar e me motivar dizendo que os temas estavam bons e que a garotada estava gostando e etc.. foi então que aconteceu.
Lembrei-me de uma frase de Rui Barbosa: " Melhor o choro da derrota que a vergonha de nunca ter lutado"! Essa frase faz muito sentido.
Verdade. Nossa vida é feita de vitórias e de derrotas. Inevitável que seja assim. Umas a gente ganha outras a gente perde e essa dança faz parte da dinâmica da vida. O que não faz parte ou não deveria fazer parte dessa dinâmica é a covardia de não lutar.
Tem gente que nunca luta porque sempre acha que pode dar errado. Nunca se casa, nunca muda de emprego, nunca muda uma rotina, e porquê? Qual o medo da mudança? A derrota.
Hoje meu desafio de fim de semana é lutar sempre. Lute com todas as forças de seu coração, do seu ser. Lute com todas as armas válidas e vença o que precisa ser vencido. E se a batalha estiver dura, e se a derrota for iminente, e se o sabor amargo do choro chegar a sua garganta, então chore a derrota em paz. Sua parte você fez: você lutou.
Eu lutei. Mudei meu estilo de pregação. Contava história atrás de história. Fazia graça o tempo todo.
Se prestaram atenção em mim, não sei. O que sei é que lutei e lutei muito. Sinto ter fracassado como pregador, mas isso agora nem é muito mais importante. Fiz o que pude, e se o que pude não foi suficiente, paciência e bola pra frente.
Amigo, entre no campo e lute. Entre na batalha e vença com a certeza de que mesmo o choro da derrota acaba com o sorriso da vitória na próxima batalha.
Um forte abraço para todos e bom fds.
Até mais.